Na apresentação da sua Comissão de Honra, perante uma sala cheia num hotel de Lisboa, o antigo autarca do Porto voltou a defender como um dos pilares do seu programa político uma reforma do regime, lembrando que este tem 41 anos (referindo-se à aprovação da Constituição em 1976), os mesmos que o Estado Novo quando ruiu "com um encontrãozito".
"Acho que nós precisamos de um novo 25 de Abril, não um 25 de Abril militar, mas um 25 de Abril civil e reformista. Estamos em hora de revisitar o 25 de Abril para dar à democracia a vitalidade que ela precisa", defendeu.
Para Rui Rio, era impossível que o atual regime mantivesse a mesma vitalidade numa sociedade que mudou muito nas últimas quatro décadas e salientou que o que está em crise é mais a substância da democracia que os seus formalismos. "Se não ajustarmos o regime a esta sociedade só por milagre teremos as pessoas de braço dado com o regime e não afastadas como estão", afirmou, dizendo que este afastamento se sente não só na política, mas também na justiça ou nas relações de poder.
Rui Rio voltou a apelar aos militantes do PSD para que votem nas diretas de 13 de janeiro no candidato com mais possibilidade de ganhar eleições legislativas.
“Não vale a pena ganhar eleições cá dentro se isso não significar nada lá fora. Não vale a pena ter pessoas de elevada notoriedade interna e sem qualquer notoriedade externa", defendeu, voltando a alertar para a erosão eleitoral que o PSD tem vindo a sofrer.”
Presidida por Paulo Mota Pinto, a comissão de honra de Rui Rio foi apresentada no passado dia 29 de Novembro, em Lisboa e dela fazem parte várias figuras do partido e como Mota Amaral, Alberto João Jardim, Manuela Ferreira Leite, Miguel Cadilhe, Ferreira do Amaral, Arlindo Cunha, Couto dos Santos, David Justino, Silva Peneda Mira Amaral, Ângelo Correia, Graça Carvalho, Montalvão Machado, entre outros o que é demonstrativo da larga base de apoio que Rui Rio pode contar.

