Os compromissos de regime que temos de conseguir em nome de todos os Portugueses


“Se, em nome do interesse nacional, os principais partidos não se entenderem e se continuarem a guerrear, fechando as portas ao diálogo e à cooperação, iremos, seguramente, viver momentos ainda mais difíceis do que aqueles que já hoje podemos dar como certos para os próximos anos. Se não houver sentido da responsabilidade e se não se entender que o interesse nacional e do regime se tem de sobrepor a tudo mais, não vislumbro qualquer espécie de miraculosa autoregeneração, vislumbro sim uma caminhada irresponsável até ao colapso (...) Reconhecer as dificuldades e os erros, é dar passos para os ultrapassar. Teimar em não ver o que está diante dos nossos olhos, é, a médio prazo, matar o que tanto nos custou a conquistar (...) Temos na nossa sociedade, gente de muito valor que pode liderar a nossa recuperação e a nossa caminhada no sentido do desenvolvimento e da respeitabilidade internacional (...) Há questões de regime que deviam ser abraçadas por todas as forças verdadeiramente democráticas sem qualquer preocupação de nelas introduzir mesquinhos objetivos partidários e de conjuntura. É justamente isso que não tem sido feito e que é evidente que tem de ser feito. Questões como a definição do novo papel do Estado, da reforma da Justiça, da credibilização da política, do reforço da governabilidade, da responsabilização da Comunicação Social e do modelo educativo que devemos seguir, são matérias que, num quadro de defesa dos próprios valores estruturantes do regime e da sociedade, têm de ser urgentemente tratadas com a devida competência e o adequado sentido de Estado (...)”.

Guilherme Gonçalves Duarte fez declaração de apoio a Rui Rio

Guilherme Gonçalves Duarte do Movimento Social Democracia Agora afirmou: "Apoio Rui Rio no novo fôlego para o partido social democrata e apoio na renovação que se propõe a fazer no partido"

Veja aqui:

Temos de parar de gastar os impostos dos nossos filhos

"(...)As finanças públicas, a despesa pública é filha do regime político, é filha da forma como isto funciona. Porque o político está descredibilizado e vai fazendo mais uma escola, mais um hospital, mais uma estrada mais qualquer coisa para agradar a quem acha que ele é um aldrabão e não tem capacidade. E é assim que a despesa pública vai disparando para se conseguir ganhar as próximas eleições! E, portanto, ou as pessoas têm sentido de responsabilidade e o sentido do país ou se andam a perder em rodriguinhos isto está mal!"

Ex- presidente da JSD Daniel Fangueiro apoia Rui Rio

(Mais um) ex-presidente da JSD que apoia Rui Rio. A juventude sabe que não é com folclore que se ganha Portugal:

Quais as diferenças entre Rui Rio e Santana Lopes? (in Diário Económico)

1. Posicionamento ideológico
No lançamento da sua candidatura, Rui Rio evocou “o PPD de Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e que tantos outros fundaram”, salientando as “raízes profundas” na classe média e também a capacidade de ser “transversal a toda a sociedade”. Nesse sentido, definiu: “É um partido do centro, que vai do centro-direita ao centro-esquerda. Não é um partido de direita, tal como alguns o têm tentado caracterizar. Não é, nem nunca será”.
Quanto a Pedro Santana Lopes, ao longo da sua carreira política insistiu sempre em referir-se ao PPD/PSD e evocar o legado de Sá Carneiro (apesar de ter modificado o símbolo histórico do partido em 2004, ao suceder a Durão Barroso na liderança, colocando as três setas na órbita de um planeta azul e verde). Em janeiro de 2015, quando estava a “ponderar” uma eventual candidatura à Presidência da República, delineou o seguinte auto-retrato: “Não me considero de direita. Não sou de direita pura, sou de centro-direita. ”.

2. Estratégia de oposição
“O país não se pode deixar hipnotizar por uma conjuntura económica que, por contrastar, pela positiva, com a profunda crise que recentemente atravessámos, tende a nos iludir quanto ao futuro. Mais do que gerir o presente ou lamentar o passado, Portugal tem de se preparar para o futuro,“ sinalizou Rio,
no discurso de apresentação da candidatura.
Nos últimos meses, Santana Lopes admitiu várias vezes que “não é nada fácil” ser oposição perante um Governo que tem apresentado resultados económicos positivos. Em julho escreveu que “os partidos que estão à direita do Governo têm de encontrar o seu lugar e o seu caminho”, mas alertou que “soa a estranho quando se vê o PSD e também o CDS-PP a reclamarem por mais investimento, que é também mais despesa”.

3. Inter-relação com o CDS-PP
Embora considere que o PSD “não é um partido de direita”, Rio não deixa de percecionar o CDS-PP como parceiro natural de coligação. Em 2015, por exemplo, disse que “faz todo o sentido os dois partidos irem coligados” às eleições legislativas. Aliás, recordou na altura que, durante 12 anos, governou a Câmara Municipal do Porto em coligação com o CDS-PP.
Para Santana Lopes, os acordos de incidência parlamentar firmados entre PS, PCP e BE alteraram a correlação de forças no sistema partidário. Em resposta a essa metamorfose, defende que “o bloco do centro-direita” (PSD/CDS-PP) tem que “reforçar os termos e os níveis dos seus entendimentos”.

4. Eleições legislativas de 2019
Ao anunciar a candidatura à liderança do PSD, na quarta-feira, Rio declarou que “para o PSD, este será o primeiro dia da sua caminhada para a reconciliação com os portugueses. Mas, para Portugal, este terá de ser, acima de tudo, o princípio do fim desta coligação parlamentar que hoje, periclitantemente, nos governa.” Além de identificar a prioridade, Rio sublinhou a ambição: “O PSD é um partido de poder, não é muleta do poder.”
Na noite anterior, o adversário Santana Lopes já tinha apontado no mesmo sentido: “Naturalmente candidato-me, como calcula, para levar o PPD/PSD a disputar as eleições legislativas de 2019 e para as ganhar. Não penso no segundo lugar, mas penso no primeiro.”

5. Identidade geracional
“Quero que fique, desde já, bem claro que num PSD por mim presidido não há ruturas geracionais. Todos somos importantes. Os mais velhos pela sua experiência, pelo seu saber e pelo respeito e gratidão que nos merecem. Os mais jovens, pela dinâmica, pela ambição e pela criatividade que nos trazem,“ explicou Rio, em cuja base de apoio sobressaem várias figuras históricas do partido.
Por seu lado, Santana Lopes disse que vai contar com uma “equipa de luxo, de gente nova”, da geração entre os 30 e 40 anos de idade, para “trazer de novo o PPD/PSD”. Aliás, mencionou dois jovens deputados – Miguel Morgado e Duarte Marques – que tenciona colocar na primeira fila da bancada parlamentar do PSD. 


Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/descubra-as-diferencas-entre-rui-rio-e-pedro-santana-lopes-220075

"O maior défice que Portugal tem, não é o défice público"


Por alturas da discussão final do Orçamento do Estado para 2018 importa relembrar que “(...) O maior défice que Portugal tem, não é o défice público que tanto nos tem preocupado, nem, tão pouco, a dívida pública ou seja o montante total dos défices acumulados ao longo dos anos. O maior défice que, neste momento, a nossa sociedade tem, são precisamente as necessidades básicas por satisfazer, com que muitos portugueses se debatem. Não são os economistas que melhor entendem este défice. Quem melhor o entende são todos aqueles a quem chove em cima da cama, que vivem paredes meias com os ratos ou que estão permanentemente na eminência de ver o seu telhado desabar, perante a mais leve intempérie.”

Entrevista do Movimento à Radio Cruzeiro

Bruno Duarte e Guilherme Gonçalves Duarte, em representação do movimento Social Democracia Agora, deram uma entrevista à Rádio Cruzeiro, onde falaram dos motivos que levam a apoiar Rui Rio para Presidente do PSD, fizeram uma breve análise dos resultados eleitorais autárquicos em Odivelas, do atual estado do PSD a nível local e nacional e do que o PSD precisa para voltar a ser da confiança dos portugueses. 

Não perca! É só clicar aqui para ouvir a entrevista!

"Muitos dos problemas de Portugal não se resolvem com mais dinheiro"


“Temos de voltar a pôr as nossas finanças públicas em ordem, até porque muitos dos problemas com que Portugal se debate, não são solucionáveis com mais dinheiro; direi mesmo que, às vezes, mais dinheiro pode mesmo agravar o problema. Despejar dinheiro de qualquer maneira para cima dos problemas, nunca foi solução. A solução passa por sermos todos mais responsáveis e mais preocupados com a qualidade daquilo que fazemos. A solução passa, acima de tudo, por termos todos mais respeito pelo interesse coletivo e mais gosto em sermos úteis à sociedade. Porque todos perdemos quando um juiz não produz o exigível, quando um professor ensina deficientemente ou quando um qualquer outro funcionário, público ou privado, não tem qualquer espécie de brio na sua tarefa diária.”

Os políticos têm governar a longo prazo


“(...) Requer-se do político a sua total fidelidade a uma estratégia de longo prazo e a sua especial capacidade para resistir e dela não se desviar.

É esse o desafio que, neste momento da nossa história, se coloca a todos os que desempenham cargos de responsabilidade política. A difícil situação em que Portugal se encontra é, fundamentalmente, fruto de demasiadas cedências à lógica da simpatia fácil e popular e à gestão do tempo político em cómoda subordinação às imposições mediáticas.

Impõe-se que todos, maioria e oposição, poder central e poder local, determinem a sua ação em função de objetivos de médio e longo prazo, relegando para segundo plano as medidas de mero efeito conjuntural. Mas, acima de tudo, impõe-se que não sejam nunca tomadas medidas cujo efeito positivo no imediato possa ter, como contrapartida, pesados custos no futuro; porque foi justamente isso que aconteceu no passado e é justamente isso que hoje estamos a pagar.”

Um Estado Social adequado à riqueza do país

"Foram diversas opções políticas que fomos tendo ao longo dos anos que nos levaram a tomar as opções de carácter financeiro e económico erradas!"

É preciso credibilizar o poder político

Disse Rui Rio, em entrevista à revista VISÃO:

“Não é mais sustentável que o poder político, o mais fiscalizado e o único que o cidadão verdadeiramente escolhe de forma direta, continue num patamar tão baixo de credibilidade e de imagem pública.

A sua qualidade tem vindo a cair de forma evidente, num processo mais do que óbvio, em face do enorme desprestígio em que se encontra. Com muita da Comunicação Social a tratar todos por igual, a promover a vedetas mediáticas muitos dos piores exemplos da nossa vida pública, e a vender permanentemente uma imagem de falta de seriedade de todos aqueles que ocupam cargos públicos, outra coisa não seria de esperar do que a degradação dos nossos agentes políticos. Porque há cada vez menos gente séria e competente a querer entrar para uma espécie de selva onde vale tudo, e onde quem é honesto é tratado como quem não o é; senão mesmo, de forma ainda pior. Nada mais será de esperar quando, muitas vezes, são os próprios dirigentes partidários que, de forma muito pouco séria, abraçam a postura demagógica, e são eles próprios, que para caírem na boa graça do populismo mais primário, tomam medidas de punição irracional sobre a dita classe política, como quem diz: «São todos desonestos, menos eu, porque os castigo» (...)

Têm os demagogos alimentado, ano após ano, medida após mediada, a insaciável voracidade dum populismo que exige vingança ilimitada sobre os políticos que são todos iguais; que só roubam e só se governam. Dito na mais vulgar linguagem popular, «que só lá estão pelo tacho». Estamos, pois, a colher os resultados deste procedimento irresponsável. Um alheamento geral da política, uma fraquíssima capacidade de recrutar os melhores para cargos de enorme responsabilidade, e um País rendido à vontade dos seus credores que paulatinamente vão tomando posse dos nossos ativos.

É este o resultado! Uma reforma do regime tem de começar, em primeiro lugar, pelo reforço e credibilização do poder político. Tem de perceber que a política é uma atividade de enorme nobreza e que exige que nela atuem os mais capazes, os mais sérios e os mais competentes. Sem começar por aqui, nada se conseguirá construir de forma sustentada e duradoira. Foi por aqui que tudo começou a acabar e, por isso, é por aqui que tudo terá de recomeçar.”