É preciso chamar os responsáveis à razão!

“Haja a frontalidade de referir que, também a banca não se pode eximir das responsabilidades que lhe cabem no descalabro financeiro a que chegámos. A começar na incompreensível passividade do Banco de Portugal e a acabar nos erros de gestão da banca comercial, cujo respeito pelo interesse do País esteve, quase sempre, aquém daquela que foi a sua preocupação com o lucro, é por demais evidente que a sua lógica de funcionamento não esteve de acordo com a posição nevrálgica que o setor ocupa na economia nacional (...) O valor da solidariedade e da justiça social deviam ocupar lugar cimeiro nas nossas preocupações quotidianas (...) Não é aceitável o País (...) ter conhecimento da existência de vencimentos exageradamente absurdos, que são profundamente injustos para com a maioria dos portugueses e que desafiam, de forma pouco prudente, a enorme paciência de quem sofre.”