Os compromissos de regime que temos de conseguir em nome de todos os Portugueses


“Se, em nome do interesse nacional, os principais partidos não se entenderem e se continuarem a guerrear, fechando as portas ao diálogo e à cooperação, iremos, seguramente, viver momentos ainda mais difíceis do que aqueles que já hoje podemos dar como certos para os próximos anos. Se não houver sentido da responsabilidade e se não se entender que o interesse nacional e do regime se tem de sobrepor a tudo mais, não vislumbro qualquer espécie de miraculosa autoregeneração, vislumbro sim uma caminhada irresponsável até ao colapso (...) Reconhecer as dificuldades e os erros, é dar passos para os ultrapassar. Teimar em não ver o que está diante dos nossos olhos, é, a médio prazo, matar o que tanto nos custou a conquistar (...) Temos na nossa sociedade, gente de muito valor que pode liderar a nossa recuperação e a nossa caminhada no sentido do desenvolvimento e da respeitabilidade internacional (...) Há questões de regime que deviam ser abraçadas por todas as forças verdadeiramente democráticas sem qualquer preocupação de nelas introduzir mesquinhos objetivos partidários e de conjuntura. É justamente isso que não tem sido feito e que é evidente que tem de ser feito. Questões como a definição do novo papel do Estado, da reforma da Justiça, da credibilização da política, do reforço da governabilidade, da responsabilização da Comunicação Social e do modelo educativo que devemos seguir, são matérias que, num quadro de defesa dos próprios valores estruturantes do regime e da sociedade, têm de ser urgentemente tratadas com a devida competência e o adequado sentido de Estado (...)”.