No lançamento da sua candidatura, Rui Rio evocou “o PPD de Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e que tantos outros fundaram”, salientando as “raízes profundas” na classe média e também a capacidade de ser “transversal a toda a sociedade”. Nesse sentido, definiu: “É um partido do centro, que vai do centro-direita ao centro-esquerda. Não é um partido de direita, tal como alguns o têm tentado caracterizar. Não é, nem nunca será”.
Quanto a Pedro Santana Lopes, ao longo da sua carreira política insistiu sempre em referir-se ao PPD/PSD e evocar o legado de Sá Carneiro (apesar de ter modificado o símbolo histórico do partido em 2004, ao suceder a Durão Barroso na liderança, colocando as três setas na órbita de um planeta azul e verde). Em janeiro de 2015, quando estava a “ponderar” uma eventual candidatura à Presidência da República, delineou o seguinte auto-retrato: “Não me considero de direita. Não sou de direita pura, sou de centro-direita. ”.
2. Estratégia de oposição
“O país não se pode deixar hipnotizar por uma conjuntura económica que, por contrastar, pela positiva, com a profunda crise que recentemente atravessámos, tende a nos iludir quanto ao futuro. Mais do que gerir o presente ou lamentar o passado, Portugal tem de se preparar para o futuro,“ sinalizou Rio,
no discurso de apresentação da candidatura.
Nos últimos meses, Santana Lopes admitiu várias vezes que “não é nada fácil” ser oposição perante um Governo que tem apresentado resultados económicos positivos. Em julho escreveu que “os partidos que estão à direita do Governo têm de encontrar o seu lugar e o seu caminho”, mas alertou que “soa a estranho quando se vê o PSD e também o CDS-PP a reclamarem por mais investimento, que é também mais despesa”.

3. Inter-relação com o CDS-PP
Embora considere que o PSD “não é um partido de direita”, Rio não deixa de percecionar o CDS-PP como parceiro natural de coligação. Em 2015, por exemplo, disse que “faz todo o sentido os dois partidos irem coligados” às eleições legislativas. Aliás, recordou na altura que, durante 12 anos, governou a Câmara Municipal do Porto em coligação com o CDS-PP.
Para Santana Lopes, os acordos de incidência parlamentar firmados entre PS, PCP e BE alteraram a correlação de forças no sistema partidário. Em resposta a essa metamorfose, defende que “o bloco do centro-direita” (PSD/CDS-PP) tem que “reforçar os termos e os níveis dos seus entendimentos”.
4. Eleições legislativas de 2019
Ao anunciar a candidatura à liderança do PSD, na quarta-feira, Rio declarou que “para o PSD, este será o primeiro dia da sua caminhada para a reconciliação com os portugueses. Mas, para Portugal, este terá de ser, acima de tudo, o princípio do fim desta coligação parlamentar que hoje, periclitantemente, nos governa.” Além de identificar a prioridade, Rio sublinhou a ambição: “O PSD é um partido de poder, não é muleta do poder.”
Na noite anterior, o adversário Santana Lopes já tinha apontado no mesmo sentido: “Naturalmente candidato-me, como calcula, para levar o PPD/PSD a disputar as eleições legislativas de 2019 e para as ganhar. Não penso no segundo lugar, mas penso no primeiro.”
5. Identidade geracional
“Quero que fique, desde já, bem claro que num PSD por mim presidido não há ruturas geracionais. Todos somos importantes. Os mais velhos pela sua experiência, pelo seu sab
er e pelo respeito e gratidão que nos merecem. Os mais jovens, pela dinâmica, pela ambição e pela criatividade que nos trazem,“ explicou Rio, em cuja base de apoio sobressaem várias figuras históricas do partido.
Por seu lado, Santana Lopes disse que vai contar com uma “equipa de luxo, de gente nova”, da geração entre os 30 e 40 anos de idade, para “trazer de novo o PPD/PSD”. Aliás, mencionou dois jovens deputados – Miguel Morgado e Duarte Marques – que tenciona colocar na primeira fila da bancada parlamentar do PSD.

3. Inter-relação com o CDS-PP
Embora considere que o PSD “não é um partido de direita”, Rio não deixa de percecionar o CDS-PP como parceiro natural de coligação. Em 2015, por exemplo, disse que “faz todo o sentido os dois partidos irem coligados” às eleições legislativas. Aliás, recordou na altura que, durante 12 anos, governou a Câmara Municipal do Porto em coligação com o CDS-PP.
Para Santana Lopes, os acordos de incidência parlamentar firmados entre PS, PCP e BE alteraram a correlação de forças no sistema partidário. Em resposta a essa metamorfose, defende que “o bloco do centro-direita” (PSD/CDS-PP) tem que “reforçar os termos e os níveis dos seus entendimentos”.
4. Eleições legislativas de 2019
Ao anunciar a candidatura à liderança do PSD, na quarta-feira, Rio declarou que “para o PSD, este será o primeiro dia da sua caminhada para a reconciliação com os portugueses. Mas, para Portugal, este terá de ser, acima de tudo, o princípio do fim desta coligação parlamentar que hoje, periclitantemente, nos governa.” Além de identificar a prioridade, Rio sublinhou a ambição: “O PSD é um partido de poder, não é muleta do poder.”
Na noite anterior, o adversário Santana Lopes já tinha apontado no mesmo sentido: “Naturalmente candidato-me, como calcula, para levar o PPD/PSD a disputar as eleições legislativas de 2019 e para as ganhar. Não penso no segundo lugar, mas penso no primeiro.”
5. Identidade geracional
“Quero que fique, desde já, bem claro que num PSD por mim presidido não há ruturas geracionais. Todos somos importantes. Os mais velhos pela sua experiência, pelo seu sab
er e pelo respeito e gratidão que nos merecem. Os mais jovens, pela dinâmica, pela ambição e pela criatividade que nos trazem,“ explicou Rio, em cuja base de apoio sobressaem várias figuras históricas do partido.Por seu lado, Santana Lopes disse que vai contar com uma “equipa de luxo, de gente nova”, da geração entre os 30 e 40 anos de idade, para “trazer de novo o PPD/PSD”. Aliás, mencionou dois jovens deputados – Miguel Morgado e Duarte Marques – que tenciona colocar na primeira fila da bancada parlamentar do PSD.
Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/descubra-as-diferencas-entre-rui-rio-e-pedro-santana-lopes-220075
